Ainda estás ai ? Então, ouve-me
25.5.12
17.5.12
Duas da manhã e nada sinto. Percorre por entre o meu corpo gélido uma sensação de cansaço e de confusão. Um misto devorador com sensações meio cheias, meio vazias. Do lado de fora ouvem-se as buzinas dos carros que subitamente se transformaram em palmas. Umas fortes, outras fracas. Sentia que tudo era a meu favor e que aquele barulho estava ali para mim. O vento tornou-se meu adversário. Parecera correr a meu lado numa maratona com aplausos sem fim. Na minha cabeça imaginava a vitória. Estava feliz. Tudo era movimentado em câmara lenta e eu era a personagem mais rápida. As pessoas tornaram-se mudas e eu ria. Talvez por saber que me tornará invisível e ninguém sentia. Eu era a única com vida, mas aos poucos ficava baralhada e a sentir-me fraca. Não liguei, porque no fundo era mais uma sem alma. Quero acender um cigarro e flutuar naquele mundo de sonhos,só eu. Os corpos à volta são apenas personagens secundárias que fazem sentido à minha história.
28.4.12

Conquista-me de novo. Guarda o primeiro capitulo da nossa historia e recomeça. Respira e deita fora; e volta a respirar para que não te percas no passado. Desta vez sem descontrolo. Desta vez a dois. Porque sabes, com o tempo o amor morre, a importância cai e a amizade perde-se. Com o tempo as coisas que pareciam ter tanta importância passam a ser completamente banidas da cabeça. E nesse momento agradeço por ainda não ter desaparecido do coração. Conquista o meu músculo de novo, por favor.
20.4.12

E se o desejo de contar estrelas fosse maior do que segurar um universo? E se tocasse três vezes no chão e garantisse uma presença absoluta num mundo imaginário? Provavelmente sorria, e amanhã chorava. Ou então perdia todos os sonhos e aprendia a viver sem alma. Se não me importasse, sorria, se me importasse, fingia. E entraria numa constante mudança conforme as cores da vida. Isto se quisesse viver em três dias contados. A questão é: será que quero?
14.4.12
10.4.12
Sabia bem a mistura de dois cheiros. O teu e o meu; o teu e o do tabaco, quando convinha. E depois aparecia uma sensação de confusão entre dois corpos. Talvez porque com o passar do tempo não se distinguia qual o teu, e o meu. Outras vezes devoravam essas duas almas inquietantes, perdidas no silêncio. E se um dia me perguntarem, eu digo que já esqueci, a sorrir.
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