22.7.14


Encontro-me num estado de profunda abolição do meu ser. Sinto que não sinto e finjo que sinto para que ninguém se apodere de mim. E o querer sentir consegue sem inferior ao que a vida arrasta do meu pequeno corpo. Provavelmente deveria afundar-me discretamente e aos poucos. Provavelmente o problema está comigo, quando me esqueco que tudo o que me envolve apenas dá rumo à minha história. Não é que eu dependa, mas preciso, e isto dá cabo de mim sam. Não consigo respirar fundo e abrir-me completamente, porque essa já não sou eu. Sinto a minha cabeça perdida num turbilhão de sentimentos e confusões que afastam todas as personagens importantes da minha vida. Provavelmente a culpa é de eu sentir e não pensar. Se calhar misturo o meu pensamento com o coração.. mas sabes? cargas positivas repelem-se. Ou então já não sei o significado das palavras nem me mim mesma. Mas eu tento encontrar-me, juro. O problema é eu estar escondida no abismo e não ter forças para nadar para me encontrar. Só me consigo afogar em mágoas e tabaco. E enquanto estes me mantiveram de pé, não necessito de encontrar o resta de mim.
Não te tenho afastado, só quero que isto estabilize. Assim como quero que essa tua cabecinha estabilize também. Não te quero ver mal sam, preciso das tuas pequenas grandes forças que tens desse outro lado da lua, lembraste? Essas vão estar sempre contigo, apesar de as vezes achares que não, eu sei que continuas forte e de cabeça firme. Tenho a certeza que o sol que tens ai em cima não gosta que apagues essa tua luzinha tão forte que tens no coração. 

21.7.14

Não sei quanto tempo estive acordada a observar-te. Quantas vezes susurrei o amor que sinto por ti enquanto respiravas fundo, e imaginava todos os pecados que cometemos juntos. Quando te perdias em mim e eu em ti, e acabavamos por nos perder completamente. De todas as vezes que me ia abaixo e te sentia de cabeça bem assente para resolver os meus problemas. 
E aquela chama que se acendeu novamente entre nós, afastava todo o mal que sentia dentro do meu corpo. Toda aquela fragilidade desapareceu contigo quando decidiste reaparecer na minha vida. Não sei quanto tempo vais aguentar, mas não fujas por favor. Foste o que sempre deixou algo em mim incompleto, por isso agarra-te, nunca é tarde de mais para cometer loucuras.


16.1.14

Tento ocultar todo este mal que me ocupa espaço, mas parece que quanto mais o tento afastar, mais ele se aproxima.

14.12.13


Quanto mais respiro menos existo, e  menos me sinto. Corpo estilhaçado num copo meio cheio, meio vazio. E é esta divergência, que contradiz com o meu coração e tira-o de mim. Tudo o resto anda com a força do vento e nada mais. Não me encontro em lado nenhum kyle. Sinto-me deslocada e isolada do pouco que resta do mundo, e esta merda corroi-me a cabeca e deixa-me cada vez mais fraca. E este tédio que me consome a vida, tira-me a vontade de existir.
E quanto a vontade desaparecer, devo correr ou deixo-me ficar?

27.10.13


Arrasto-me à volta de um sonho que se entranhou por entre o meu corpo frágil, e aos poucos corroi o que resta da minha existência. É como se voltasses, mas não de todo. Voltou aquela alma triste e pequena. Aquele espirito frio e indelicado que me rebenta a cabeça e faz explodir o meu coração. E sem que se note, andas às voltas a brincar com o que não te pertence, e a deixar cicatrizes que duram uma vida. E aquele pedaço de ti que idulatrava e desejava comigo foi-se com o vento. E tudo o que o vento leva, não volta.

9.10.13

Inquietas a minha alma quando o sono bate a porta. Perfuras o meu corpo com pensamentos preocupantes, e de longe vejo-me a cair. De leve levanto-me como se ignorasse a tua presença, e sinto-te a respirar fundo, como se completasses uma parte da minha história. Era o teu expirar cordenado com o meu inspirar, como se chamasse por mim. E aquela pequena força permanecia em nós. Fecha os olhos e procura-me em ti. Sente todo o amor que percorre por mim quando vivo em ti. Ainda estás ai? Então volta para trás.