23.11.11

(20/11/11 - carta 7, Mate)"(...) e de agora em diante vamos ser sinceros um com o outro, se alguma coisa te magoar diz-me que eu faço o mesmo, esta bem?" 


O mundo lá fora era baseado em vento e chuva, e pareciam intensamente atacar a minha casa. Os nossos corpos ganharam campos magnéticos idênticos esta noite, os nossos coração eram repelidos um do outro. Talvez eu tenha dito alguma coisa de errado, ou era do tempo, ou talvez do cansaço. Palavras entaladas magoavam o teu coração, e eu sabia que querias falar, eu sabia que uma corda atrapalhava o teu respirar e maltratava a tua alma, e eu só conheço esse sentimento porque acontece o mesmo comigo. Sabes, eu queria visitar o teu jardim e ver como respira, mas o meu está devastado e não o quero mostrar. Quero que sintas que ainda tenho tempo para cuidar de mim, quando na verdade não tenho, mas eu necessito que sintas isso. Lembras-te da minha alma com força? Da alma que costumava ser a flor mais brilhante do teu jardim? Ela fugiu, tal como toda a energia que a agarrava, mas tu não sabes, nem nunca vais saber. E olha, apetece-me falar-te baixinho, chega aqui.. Eu até gosto de ti, dessa alma incompreensivelmente fria.


5 comentários:

danielacosta disse...

ainda bem que te identificas querida*

bárbara disse...

amo baby, está perfeito!

Ran disse...

Muito obrigada doce <3

patricia meneses disse...

Está lindo e tens um blogue tão doce :)

R. disse...

oh, adoro! de nada princesa *